sexta-feira, 20 de julho de 2012

DANÇA E SAÚDE MENTAL


DANÇA E SAÚDE MENTAL 

A D.M.E. não é apenas um exercício físico, já que nela não é seguida uma coreografia repetitiva específica e adequada a um determinado tipo de música.
A alma fala mais alto neste tipo de dança!
E não é à toa que os cientistas dizem que dançar faz bem para o corpo e para a alma.


Já reparou que mesmo sentado ao ouvir uma música o pé e até os dedos da mão se mobilizam para acompanhar o som? É nosso cérebro atuando nestes momentos, quase que inconscientemente. O ato de dançar é inexoravelmente humano. Sempre e desde sempre as pessoas dançaram pelos mais diferentes motivos. Dançar é livrar-se de amarras, é libertador. E qualquer um pode dançar.
Não há idade para dançar, e muito menos características físicas. Dançar é democrático e faz bem para a nossa saúde mental também.
Ao dançarmos espontaneamente além de liberarmos neurotransmissores tais como a serotonima (bom humor, bem estar), endorfinas (analgésico natural) também nos livramos do stress diário e com ele todas as manifestações negativas como: irritabilidade, mau humor, impaciência e intolerância.
A leveza e espontaneidade obtida através de práticas da Dança do Movimento Espontâneo são sentidas nas atividades diárias, já que ficamos mais “antenados” àquilo que se passa com nossos corpos e principalmente com os nossos sentimentos. E é justamente o sentir apenas o que estamos sentindo sem julgamentos ou críticas que é o start para a criatividade. Para agir adequadamente em cada contexto e situação é preciso sentir, para depois pensar e por último agir. Exatamente o mesmo que fazemos nas sessões D.M.E.
Sentir o corpo, entender o que ele precisa para depois dançar fluidamente e claro compartilhar com os outros estes sentimentos.
E ter saúde mental é não atropelar e muito menos afundar-se aos sentimentos e emoções. É entrar em contato, aprofundar-se com aquilo que se sente para posteriormente entender e depois agir e transformar. Não há repetição ou coreografia neste modo de agir.
Cada situação é única e merece uma resposta diferente. Por este motivo na D.M.E. vários estilos de música são usados, e não apenas instrumentais. Ela segue o tecido da vida, que é feito de novidades a todo o tempo e mudanças.
Viva a dança, viva a espontaneidade e a saúde mental, hoje tão deixada de lado.
Dançar é colocar a alma em ação!


sexta-feira, 13 de julho de 2012

O QUE É A DANÇA DO MOVIMENTO ESPONTÂNEO


 A DANÇA DO MOVIMENTO ESPONTÂNEO

Autoria: Suely Pavan Zanella
 
Spontis = voluntário, com desejo próprio e que exerce o livre arbítrio.
Muita gente pergunta: Mas o que é a Dança do Movimento Espontâneo (D.M.A.)?
A resposta apesar de simples é muito complexa para a maioria das pessoas. Já que a D.M.A. não tem um coreografia a ser seguida a não ser aquela que o corpo totalmente solto responde de forma espontânea à música. “Não é dançar, é ser a música”.
A D.M.A. é um exercício de entrega total a uma música. Não usa coreografia somente a soltura e a liberdade. Na D.M.A. trabalhamos com vários tipos de músicas desde os mais populares até os clássicos. A ideia é sempre um corpo solto e, portanto não bitolado/adaptado a um estilo de música específico.  
Nos tempos contemporâneos a coreografia tem se mostrado quase uma obrigação. Dançar fora dela é “out”, o que nos lembra de que o ato de dançar fica cristalizado, ou seja, não espontâneo, e muitas vezes até repetitivo. Tanto na vida, como na dança, a espontaneidade é a mola propulsora à criatividade. Somente é criativo quem é espontâneo, ou seja, dá respostas novas a velhas e novas situações.  E para isto precisará ler, perceber e se sensibilizar com estas situações vividas, que no caso da D.M.A. são a música em si.
A base metodológica e teórica do D.M.A. é o psicodrama (criação de Jacob Levy Moreno). Numa sessão de D.M.A seguimos os mesmos passos de uma sessão psicodramática: aquecimento inespecífico; aquecimento específico; dramatização do tema grupal através da dança e compartilhar.  As demandas da sessão de D.M.A. serão sempre às do grupo, tal como no psicodrama. O objetivo final será sempre a espontaneidade no ato de dançar. Para chegar a este resultado o diretor do D.M.A. trabalhará o corpo dos participantes visando a sua soltura.  Somente corpos soltos e não ansiosos (repetitivos) é que conseguem dançar livremente.
Claro, que esta soltura experimentada nas aulas de D.M.A. se reflete na vida de forma geral. Já que em cada aula (uma é diferente da outra) os participantes aprendem a lidar com seus sentimentos, e identificá-los, podendo desta forma dar novas respostas à situações que vivenciam em seu dia a dia.