DANÇA
E SAÚDE MENTAL
A D.M.E. não é apenas um exercício físico, já que nela
não é seguida uma coreografia repetitiva específica e adequada a um determinado
tipo de música.
A alma fala mais alto neste tipo de dança!
E não é à toa que os cientistas dizem que dançar faz
bem para o corpo e para a alma.
Já reparou que mesmo sentado ao ouvir uma música o pé e
até os dedos da mão se mobilizam para acompanhar o som? É nosso cérebro atuando
nestes momentos, quase que inconscientemente. O ato de dançar é inexoravelmente
humano. Sempre e desde sempre as pessoas dançaram pelos mais diferentes
motivos. Dançar é livrar-se de amarras, é libertador. E qualquer um pode
dançar.
Não há idade para dançar, e muito menos características
físicas. Dançar é democrático e faz bem para a nossa saúde mental também.
Ao dançarmos espontaneamente além de liberarmos neurotransmissores
tais como a serotonima (bom humor, bem estar), endorfinas (analgésico natural)
também nos livramos do stress diário e
com ele todas as manifestações negativas como: irritabilidade, mau humor, impaciência
e intolerância.
A leveza e espontaneidade obtida através de práticas da
Dança do Movimento Espontâneo são sentidas
nas atividades diárias, já que ficamos mais “antenados” àquilo que se passa com
nossos corpos e principalmente com os nossos sentimentos. E é justamente o
sentir apenas o que estamos sentindo sem julgamentos ou críticas que é o start para a criatividade. Para agir
adequadamente em cada contexto e situação é preciso sentir, para depois pensar
e por último agir. Exatamente o mesmo que fazemos nas sessões D.M.E.
Sentir o corpo, entender o que ele precisa para depois
dançar fluidamente e claro compartilhar com os outros estes sentimentos.
E ter saúde mental é não atropelar e muito menos afundar-se
aos sentimentos e emoções. É entrar em contato, aprofundar-se com aquilo que se
sente para posteriormente entender e depois agir e transformar. Não há
repetição ou coreografia neste modo de agir.
Cada situação é única e merece uma resposta diferente.
Por este motivo na D.M.E. vários estilos de música são usados, e não apenas instrumentais.
Ela segue o tecido da vida, que é feito de novidades a todo o tempo e mudanças.
Viva a dança, viva a espontaneidade e a saúde mental,
hoje tão deixada de lado.
Dançar é colocar a alma em ação!

